REFLEXÃO | ÀS VEZES VOCÊ SENTE QUE NÃO É UMA BOA MÃE?

Outro dia você falou que sente que não é uma boa mãe. Disse que chora quando essa sensação vem. Que sente culpa. Muita culpa. Mas, você já parou para pensar quantos e quantos dias você já se dedicou ao seu filho e quantos ainda virão? Lembra das madrugadas geladas? Quantos choros acolheu? Quanto colo ofereceu? Você já parou para pensar quanta coisa abriu mão para ele estar aqui? E não me venha com essa história de “ninguém pediu para nascer” ou com essa ideia romantizada sobre abrir mão. Abrir mão é difícil para caramba, tá? Ainda mais hoje que mulheres não são mais “obrigadas” a vivenciar a maternidade.

Deixa eu ver se entendi, você deu vida a ele, se dedica a ele e se culpa, é isso? Você já parou para pensar quantas e quantas vezes deixou coisas necessárias como banho, ou até mesmo necessidades fisiológicas (número 1 e 2), para bem depois porque sabia que, naquele momento, era somente o seu colo que resolvia? Você já parou para pensar quantas e quantas vezes se dedica para cozinhar boas refeições para ele, além de fazer palhaçada na hora do banho só para vê-lo sorrir? Quantas vezes lavou as roupinhas com sabão de coco. Quantas e quantas vezes limpou o quarto dele e organizou os brinquedos?

Ah, você se estressa às vezes, é isso? Perde a paciência hora ou outra? Há dias que tem vontade de pegar um foguete para Marte, sem passagem de volta? Mas o que você achou? Que por acaso, junto com a maternidade, viria um certificado de santificação? Muito pelo contrário, ela nos aproxima ainda mais da nossa humanidade, mas teimamos em não aceitar. Você já parou para pensar quantas e quantas vezes protegeu seu pequeno de quinas afiadas, de tomadas e de batentes de porta? Quantas e quantas vezes puxou o seu filho pela mão ou saiu correndo para salvá-lo do perigo?

Ah, minha amiga, se isso não é ser uma boa mãe, então eu entrego os pontos aqui, agora. Então, eu não sei de mais nada.

REFLEXÃO | DECIDI ENTREGAR MEU FILHO PARA O PAI DELE CRIAR!

Eu tenho muito o que fazer. Quero voltar a estudar, a malhar e a sair mais com minhas amigas, e meu filho iria me prender um pouco. Mas, sempre que der vou vê-lo. De vez em quando, em algum fim de semana, talvez eu pegue ele pra ficar comigo, mas só nos finais de semana que eu não tiver nenhum compromisso. Mas, qualquer coisa eu aviso ao pai dele que estou “sem tempo”, ou também ligo para ele e falo que “a mamãe tá trabalhando muito”.

Vocês vão ver que não vou deixar de ser uma boa mãe, pois sempre estarei postando uma foto com ele nas redes sociais pra mostrar para todos o quanto eu o amo. E vou fazer de tudo para não esquecer de mandar uma mensagem para ele durante a semana, para falar que sinto saudades.

Darei também uns 200 reais por mês, se me sobrar, né? Pois as coisas estão difíceis para mim e o pai dele tem que compreender isso. Bom, acho que 200 reais será suficiente para comprar o que ele precisa com relação à alimentação, roupa, calçado, material escolar, merenda, passeios, essas coisas que criança gosta e precisa…

O resto? O pai que se vire também! Não sou obrigada a ficar dando dinheiro para o pai dele, né, vai saber se ele vai gastar com o meu filho mesmo ou com cerveja ou com a atual dele.

Te pareceu chocante? Absurdo? Uma atitude horrível?

Agora, inverta os papéis!

É uma história comum aos homens, mas só choca quando é a MÃE a protagonista.

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