TEXTO | HOMEM GOSTOSO NÃO É SÓ AQUELE QUE…

Homem gostoso não é só bom no sexo como também é bom nas preliminares, não tem nojinho, que mesmo após o sexo ainda continua na cama abraçado, te enchendo de carinho e atenção ao invés de virar as costas e dormir após o tesão passar.

Homem gostoso, é aquele que te acorda com bom dia, pergunta se está tudo bem, te recebe com um beijo na testa, abre a porta do carro, divide o guarda-chuva ao seu lado ficando todo molhado pra não estragar seu cabelo.

Homem gostoso é aquele que te assume pros amigos, que não tem vergonha de andar de mãos dadas e não acha brega carregar sua bolsa de oncinha.

Homem gostoso é aquele que inventa qualquer desculpa pra ficar mais tempo ao seu lado, trata seus filhos como se fossem dele sem tratar com diferença, que além de marido também nunca deixou de ser namorado.

Homem gostoso é aquele troca a fama de pegador e vira pai de família, homem gostoso é aquele que te liga mesmo sem assunto pra conversar só pra ouvir a sua voz, é aquele que não aceita dormir brigado contigo.

Homem gostoso vai mais além de um corpo bonito, ele te faz se sentir mais linda entre todas e não consegue enxergar a vida dele um dia sem a sua.

REFLEXÃO | ÀS VEZES VOCÊ SENTE QUE NÃO É UMA BOA MÃE?

Outro dia você falou que sente que não é uma boa mãe. Disse que chora quando essa sensação vem. Que sente culpa. Muita culpa. Mas, você já parou para pensar quantos e quantos dias você já se dedicou ao seu filho e quantos ainda virão? Lembra das madrugadas geladas? Quantos choros acolheu? Quanto colo ofereceu? Você já parou para pensar quanta coisa abriu mão para ele estar aqui? E não me venha com essa história de “ninguém pediu para nascer” ou com essa ideia romantizada sobre abrir mão. Abrir mão é difícil para caramba, tá? Ainda mais hoje que mulheres não são mais “obrigadas” a vivenciar a maternidade.

Deixa eu ver se entendi, você deu vida a ele, se dedica a ele e se culpa, é isso? Você já parou para pensar quantas e quantas vezes deixou coisas necessárias como banho, ou até mesmo necessidades fisiológicas (número 1 e 2), para bem depois porque sabia que, naquele momento, era somente o seu colo que resolvia? Você já parou para pensar quantas e quantas vezes se dedica para cozinhar boas refeições para ele, além de fazer palhaçada na hora do banho só para vê-lo sorrir? Quantas vezes lavou as roupinhas com sabão de coco. Quantas e quantas vezes limpou o quarto dele e organizou os brinquedos?

Ah, você se estressa às vezes, é isso? Perde a paciência hora ou outra? Há dias que tem vontade de pegar um foguete para Marte, sem passagem de volta? Mas o que você achou? Que por acaso, junto com a maternidade, viria um certificado de santificação? Muito pelo contrário, ela nos aproxima ainda mais da nossa humanidade, mas teimamos em não aceitar. Você já parou para pensar quantas e quantas vezes protegeu seu pequeno de quinas afiadas, de tomadas e de batentes de porta? Quantas e quantas vezes puxou o seu filho pela mão ou saiu correndo para salvá-lo do perigo?

Ah, minha amiga, se isso não é ser uma boa mãe, então eu entrego os pontos aqui, agora. Então, eu não sei de mais nada.

REFLEXÃO | MULHER INTERESSEIRA?

A mulher trabalha, estuda, faz curso e você acha mesmo que ela quer uma pessoa que não tem nem R$4,00 para passagem para ir ver ela? Não é questão de interesse não, pois o luxo que ela necessita ela mesmo conquista. É questão de saber escolher!

Ela não é obrigada a ficar com um cara de 18 anos que não terminou a escola, não tem um emprego e nem procura um, que só sabe “F1” e encostar em baile …

É INTERESSEIRA SIM, mas interessada em uma pessoa que tenha estrutura para crescer junto com ela, porque para afundar tem vários na fila. 🤙

ÉTICA | “SE EU GANHASSE DESSE JEITO, O QUE IA FALAR PARA A MINHA MÃE?”

Mario Sérgio Cortella – É impossível, numa conversa que envolve o tema da corrupção, deixar de atrelar a ele a questão do relativismo moral, da ética da conveniência – “se é bom para mim, tudo bem”. Gostaria de iniciar este nosso bate-papo lembrando um fato que ocorreu no final de 2012, em Navarra, Espanha, e que tomou proporções consideráveis ao ser divulgado.

Em uma corrida de cross-country, o queniano Abel Mutai, medalha de ouro nos três mil metros com obstáculos em Londres, estava a pouca distância da linha de chegada e, confuso com a sinalização, parou para posar para fotos pensando que já havia cumprido a prova. Logo atrás vinha outro corredor, o espanhol Iván Fernández Anaya. E o que fez ele? Começou a gritar para que o queniano ficasse atento, mas este não entendia que não havia ainda cruzado a linha de chegada. O espanhol, então, o empurrou em direção à vitória.

Bom, afora o ato incrível de fair play, há uma coisa maravilhosa que aconteceu depois. Com a imprensa inteira ali presente, um jornalista, aproximando o microfone do corredor espanhol, perguntou: “Por que o senhor fez isso?”. O espanhol replicou: “Isso o quê?”. Ele não havia entendido a pergunta – e o meu sonho é que um dia possamos ter um tipo de vida comunitária em que a pergunta feita pelo jornalista não seja mesmo entendida –, pois não pensou que houvesse outra coisa a ser feita que não aquilo que ele fez.

O jornalista insistiu: “Mas por que o senhor fez isso? Por que o senhor deixou o queniano ganhar?”. “Eu não o deixei ganhar. Ele ia ganhar”. O jornalista continuou: “Mas o senhor podia ter ganho! Estava na regra, ele não notou…”. “Mas qual seria o mérito da minha vitória, qual seria a honra do meu título se eu deixasse que ele perdesse?”. E continuou, então, dizendo a coisa mais bonita que eu li envolvendo a questão da ética do cotidiano: “Se eu ganhasse desse jeito, o que ia falar para a minha mãe?”.

Trecho retirado do livro “Ética e vergonha na cara”, de Mário Sérgio Cortella e Clóvis de Barros Filho.